quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estilo de vida e longevidade

Recentes estudos sobre a longevidade apontam genes e o estilo de vida dos indivíduos de algumas regiões do mundo como merecedores de tal determinação.

A descoberta de que alguns genes, tipo o SIR2 (SIRT), o CD97 (Matusalém) e outros que controlam as defesas do corpo, podem ser capazes de deter doenças típicas da terceira idade (câncer, diabetes e mesmo doenças neurodegenerativas) estendendo a duração da vida humana, trazem novas luzes à distinção entre o envelhecimento normal e patológico. O que, por sua vez não invalida a hipótese evolutiva da parada de crescimento ou senescência programada por genes. O desgaste da maquinaria de reprodução / reparação celular com diversas funções alteradas já identificadas tipo, perda da capacidade reativa, predomínio do dano auto-imune, enfraquecimento da imunidade humoral, acúmulos de subprodutos metabólicos tóxicos, etc. (Aslan)

Contudo nada foge ao princípio termodinâmico da degradação da energia / aumento da entropia. Jacques Monod (1910-1976), Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina de 1965, pondera que os seres vivos, apesar da perfeição conservadora da maquinaria que garante a fidelidade da tradução do código genético para construção do corpo celular, não escapam a essa lei. Segundo ele, parafraseando Leslie E. Orgel (1927-2007), a senescência e a morte dos organismos pluricelulares se explicam, ao menos em parte, pela acumulação de erros acidentais de tradução que, alterando sobretudo alguns componentes responsáveis pela fidelidade da própria tradução, aumentam a freqüência desses erros que, pouco a pouco e inexoravelmente degradam a estrutura desses organismos. (Monod, J. O acaso e a necessidade, p.128)

Para Sinclair e Guarente, autores do citado estudo sobre o SIR2, “restringir a ingestão de calorias no animal é a intervenção prolongadora da vida mais famosa que se conhece. Descoberta há mais de 70 anos, ainda é a única comprovadamente eficaz. O regime de restrição calórica normalmente consiste em reduzir o consumo alimentar em 30% a 40% ao considerado normal para espécie. Animais que seguem essa dieta, desde ratos e camundongos até cães e possivelmente primatas além de viverem mais, tem muito mais saúde durante sua vida prolongada”. A condição estressora da restrição calórica, segundo eles, é capaz de induzir uma reação defensiva para aumentar as chances de sobrevivência o que nos mamíferos inclui mudanças na defesa celular, no reparo, na produção de energia e na ativação da morte programada de células (apoptose - uma das defesas contra células mutantes).

Por outro lado muitos não têm como escolher aonde viver, ou as condições de vida de cada região do planeta que tem de enfrentar, e mais que isso como veremos, muito menos podem escolher as "zonas azuis" (ver vídeo) onde a natureza foi generosa ou os homem aprenderam a viver bem. De qualquer sorte dependemos do estilo de vida que construímos (?) e/ou temos de compreender para transformar. O conceito de estilo de vida confunde-se com o de cultura tal como definido de diversas formas pela antropologia, a antiga ciência dos costumes. No ponto de vista da sociologia, uma das primeiras aproximações do tema com os conceitos de way of life – modo de vida, algo equivalente ao life style - estilo de vida dos etnólogos, foram os trabalhos do antropólogo Lewis Morgan (1877) retomados pelos teóricos criadores da economia política, Marx e Engels, em diversos escritos entre os quais: "Origens da família da propriedade privada e do Estado" (Engels), textos sobre formações sociais pré-capitalistas e "O Capital" (Marx) que, como observa Almeida de certo modo anteciparam o uso do conceito de cultura.

Sem querer desacreditar na chance do "animal político" de Aristóteles modificar o mundo nem crucificar os behavioristas por afirmar que ...o grupo exerce um controle ético sobre cada um de seus membros através, principalmente, de seu poder de reforçar ou punir... volto a citar o mal compreendido Skinner em seu mais escandaloso título "O mito da liberdade":

O homem não se modificou porque o observamos, falamos sobre ele e o analisamos cientificamente. Suas realizações na ciência, no governo, na religião, na arte e na literatura permanecem como sempre foram, para serem admiradas como admiramos uma tempestade no mar ou a folhagem do outono, ou o pico de uma montanha, bem distantes de suas origens e intocadas por uma análise científica. O que se modifica é nossa oportunidade de fazer algo em relação ao tema de uma teoria. A análise de Newton da luz no arco-íris foi um passo em direção ao laser. Skinner, 1983 p.158

Sabe-se também por estudos epidemiológicos, em especial o “Framingham Heart Study” (1948), que alguns poucos e específicos padrões individuais e sociais de estilo de vida constituem os principais fatores de risco comportamentais envolvidos nas doenças crônicas e incapacidades sérias. Observe-se que doenças crônicas como as cardiovasculares e neoplasias, junto com os acidentes e violências estão entre as principais causas de morte nas sociedades do mundo atual, desenvolvidas ou não. Observe-se também que é inquestionável, como bem mostrou a epidemiologia social, a associação entre baixo nível sócio-econômico das regiões e os níveis de saúde da população residente. Contudo o intrigante são as diferenças entre níveis de saúde de regiões economicamente equivalentes.

Estudos demográficos e epidemiológicos sobre a expectativa de vida, sejam de acompanhamento ou ecológicos, sobre as populações de longevos, estabeleceram parâmetros sobre essa determinação, especialmente o conhecimento de que se concentram em algumas regiões do mundo: a ilha grega de Icaria; a ilha japonesa de Okinawa; a Sardenha, na Itália; Vilcambamba, na região sul do Equador; o Vale de Hunza, no Paquistão e uma comunidade de Adventistas da Califórnia (EUA).

Recentes estudos (Souza, Evans) sobre a longevidade apontaram alguns hábitos especialmente nutricionais: muito azeite de oliva, frutas e vegetais, além de pouquíssimas quantidades de alimentos processados ou industrializados (Ikaria) ou grãos, peixes e vegetais (e tofu) em Okinawa. De modo geral o predomínio de uma alimentação a base de vegetais (crus) bebidas (vinho rico em polifenóis) moderadas, intenso consumo de chás. Além de atividade física constante e, sobretudo baixos níveis de estresse e ansiedade. Alguns autores (Mann, Braden), inclusive sugerem que a longevidade e a qualidade de vida aumentam quando existe cooperação na procura e na partilha de comida, água e outros recursos.

Dan Buettner (ver vídeo) e sua equipe estudam as "Zonas Azuis" do mundo, comunidades cujos idosos vivem com disposição e vigor até idades estabelecedoras de recordes.

Uma das coisas que se pode guardar das colocações de Buettner no vídeo que assistimos, é que vale a pena viver aprendendo a viver melhor. Um estudo dos bons hábitos, da medicina comportamental não pode deixar de considerar os planos aparentemente opostos, criados por disciplinas isoladas da saúde em seu aspecto mental x orgânico ou individual x coletivo. Fundamentando-se como uma crítica à noção etnocêntrica de civilização a partir do estudo racional dos costumes relacionados da saúde e longevidade. A medicina comportamental, essa aplicação da psicologia que busca o entendimento da conservação da saúde, tem como dificuldade a superação das referidas dicotomias, e como ela traz em seus princípios norteadores, é a aprendizagem e modificação das contingências (determinantes do processo saúde-doença) a solução, seja no plano individual ou coletivo. Dan Buettner (ver vídeo) nos chama atenção para os aspectos psicossociais do envelhecimento, a resultante de características da nossa individualidade e relações sociais que construímos dentro dos padrões culturais que aprendemos. Um importante fator, assinala ele na população de Okinawa é a motivação conhecida em japonês ikigai (y-KY-gnaay, 生甲斐) que pode ser traduzido como "uma razão para se levantar de manhã".

Naturalmente que o desenvolvimento de uma qualidade psíquica ou re-organização de um estilo de vida, não é uma coisa que se adquire sem esforço ou imediatamente. Concordando ainda Buettner, é uma conquista cotidiana de toda uma vida. Interessante também, observarmos na cultura oriental a “hierarquia” que reconhecem nas individualidades, para Confúcio (551 a.C.-479 a.C.) a diferença entre o “homem vulgar” e o “homem de bem”; para Huang-di, o imperador mítico que governou a China por volta de 3.000 a.C e nos deixou o legado do cânone da medicina tradicional chinesa conhecido por Nei Jing (内經), distingue-se entre as pessoas o "Homem sábio e bom", o Sábio e o “Homem supremo” ou perfeito. (um estudo dos respectivos ideogramas poderá nos ser ainda mais esclarecedor)

Nas reflexões que nos deixaram, equivalentes talvez às distinções entre o "ímpio" e "sábio" aos olhos do Rei Salomão (900 a.C.), a distinção que apresentam entre seu modo de ser e comportamento, se caracterizam pela disposição para enfrentar as adversidades (os oito ventos, a miséria, "torvelinho das palavras" etc.) o que se reflete, como pode ser visto nas citações abaixo referidas, na saúde e longevidade.

“O “homem de bem” pode não apenas cair na miséria, mas a enfrentará com coragem. É o “homem vulgar” que em semelhante situação, deixa-se levar aos piores excessos. (Confúcio, Analectos, XV, 1)

Lê-se no Nei Jing (内經)

"Homem sábio e bom"
..."Aqueles que podem preservar sua saúde ao ponto de ser um "Homem sábio e bom". Podem dominar e aplicar a técnica de preservar a saúde de acordo com as variações do céu e da terra, tais como com as diferentes localizações do sol, os quartos crescente e o minguante da lua, a distribuição das estrelas, a contradição mútua do Yin e do Yang e a alternância das quatro estações. Eles dominavam e praticavam as formas de preservar a saúde, procuravam registrar as formas de preservar a saúde nos tempos antigos, a fim de que também pudessem prolongar suas vidas ao máximo".

"Sábio"
"Depois, vinham as pessoas capazes de conservar sua saúde até o nível de virar "Sábio". Elas viviam tranquilas e confortavelmente no ambiente natural do universo, seguiam as regras dos oito ventos (diversos ventos de todas as direções) e podiam evitar ser feridas por eles. Elas regulavam seu comer, seu beber e a vida diária num estilo moderado, quando viviam junto às pessoas comuns. Seus temperamentos eram estáveis e calmos sem indignação e flutuação de humor. Na aparência externa, elas não se afastavam da realidade de sua vida diária, trabalhavam na administração com as roupas próprias da administração, como as outras, mas lidavam com as coisas de forma diferente das pessoas comuns. Nunca faziam trabalho físico excessivo e nem se engajavam em deliberações excessivas que causassem preocupação, mas sempre conservavam sua mente bem disposta, e se contentavam com suas próprias circunstâncias. Precisamente por causa disso, elas podiam cultivar a si próprias a fim de ter corpos fortes, e preservar seus espíritos da dissipação, e por isso, suas vidas podiam ser prolongadas até os cem anos de idade.

"homem supremo"/ perfeito
"Nos idos da metade dos tempos antigos, algumas pessoas conseguiam preservar a saúde atingindo o nível de "homem supremo". Elas estudavam e praticavam a forma de, com todo seu coração, preservar a saúde, com um caráter moral puro e honesto. Elas empregavam seu comportamento e mente para se adaptar à lei de períodos de crescimento e decadência do Yin e do Yang e a subseqüente mudança de clima das estações. Elas eram capazes de manter sua energia primordial de forma concentrada liberando a si mesmas do torvelinho das palavras a fim de poderem conservar seu físico forte, seu espírito abundante, e aguçar olhos e ouvidos. Elas empreendiam viagens extensas a fim de ouvir e ver coisas em locais distantes. Este tipo de pessoas certamente podia prolongar seu tempo de vida. Seu nível de cultivo da saúde tinha quase atingido o estágio do "homem perfeito".

Nei Jing (内經) Cap. 1 Sobre a preservação da energia saudável nos humanos nos tempos antigos (Shanggu Tanzhen Lun).

A pergunta que ficou depois deste rápido passeio sobre as conquistas modernas da ciência, etnografias de povos longevos e concepções de uma antiga medicina tradicional é aonde encontraremos a resposta? na lógica científica ou nas reflexões éticas para o sonho de uma longa vida sã?

Especialmente no paradoxo que nos apresenta o Nei Jing - ter sabedoria para preservar a saúde é ter saúde para se obter a sabedoria - só há entendimento possível desta máxima, se considerarmos que, para os chineses, toda a realidade física ou mental, não é outra coisa senão a energia vital (qi 氣), e tal como nos resume Cheng (2008) o chi ou qi (氣), além da vitalidade do corpo estudado pela ciência médica, está no cerne do pensamento estético como também da ética.

Diferentemente dos ocidentais, para os chineses desta dinastia, não há uma cisão entre o raciocínio lógico e a conduta ética, a harmonia que existe no universo tem que existir nas relações humanas se quisermos gozar da saúde & sabedoria. A medicina ocidental perdeu esta possibilidade de intervenção na saúde associada ao bem estar completo (inclusive social) ao abandonar o conceito de energia vital (até hoje mantido por naturalistas e homeopatas), acreditando ser suficiente as explicações da bioquímica, iniciada com a síntese dos compostos orgânicos por Friedrich Wöhler (1800-1882) e/ou explicada pela bacteriologia de Louis Pasteur (1822-1895).

Referências

Sinclair David A.; Guarente, Lenny. Desvendando os segredos dos genes da longevidade. Scientific American Brasil, ano 4 n 47 (40-47), Abril de 2006

Monod, Jacques. O acaso e a necessidade, ensaio sobre a filosofia natural da biologia moderna. Petrópolis: Vozes, 1972

Aslan, A. Os mistérios do envelhecer. O Correio ano 10 n 12 RJ, FGV, dezembro de 1982

Almeida, Naomar. Modelos de determinação social das doenças crônicas não-transmissíveis, Ciência & Saúde Coletiva, v.9 n.4 (865-884), RJ, ABRASCO, 2004 PDF

Skinner, B.F. Ciência e comportamento humano.SP: Martins Fontes, 2003

Skinner, B.F. O mito da liberdade. SP: Summuns, 1983

Souza, Sergio. As pessoas mais velhas do mundo dão dicas para uma vida longa. http://hypescience.com/25085-dicas-para-uma-vida-longa/ 6.12.2009

Evans, Martin Tips for a longer life according to the world's oldest people,
http://www.telegraph.co.uk/news/6652291/Tips-for-a-longer-life-according-to-the-worlds-oldest-people.html 26 Nov 2009

Mann, John David. A humanidade numa encruzilhada. Uma conversa com Gregg Braden, autor de The Spontaneous Healing of Belief e de The Isaiah Effect http://www.greggbraden.com/wp-content/uploads/2008/09/greggbraden-e1.pdf

Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo (Dinastia Tang, compilação Bing Wang. – Edição bilíngue). São Paulo: Editora Ícone. 2001.

Confúcio (551-479 a.C)Diálogos de Confúcio. SP: Ibrasa, 1983

Cheng, Anne. História do pensamento chinês. Petrópolis: Vozes, 2008

VEJA TAMBÉM

Framingham Heart Study: http://www.framinghamheartstudy.org/

Okinawa Centenarian Study: http://www.okicent.org/

New England Centenarian Study: http://www.bumc.bu.edu/centenarian/

Vilcabamba: http://www.vilcabamba.org/article.html

Benet, Sula. Porque eles vivem até os 100 anos ou mais em ABKHASIA? Tradução: Correia, Antonio Carlos de Oliveira, 2013. in: A longevidade de certos povos: Abkhazia http://centrodeatencaocognitiva.blogspot.com.br/2013/11/a-longevidade-de-certos-povos-abkhazia.html

Um comentário:

  1. Comer bem ou comer pouco? Eis uma questão da longevidade

    GABRIELA CARELLI - O ESTADO DE S. PAULO / Março 2015

    Estudo reforça tese de que privação alimentar tem mais efeito no aumento da expectativa de vida do que a qualidade dos alimentos

    “Se quiser passar dos 100 anos não coma isso. Mas aquilo ajuda, está liberado, à vontade.” Estamos no século da vida, morte é assunto do milênio que ficou - e o que não falta é notícia, estudo e conselho sobre quais alimentos interferem na longevidade, para o bem e para o mal. Muitas das descobertas de médicos e nutricionistas fazem sentido e devem ser levadas a sério (alguém duvida que se fartar de frituras faz mal?). Mas há outra variável na equação comida e vida longa, além da qualidade do que se come: a quantidade. Ao que tudo indica, ela é a que mais pesa no resultado da conta que define nosso tempo na Terra.

    Um estudo feito por geneticistas da Universidade de Medicina de Harvard, divulgado há duas semanas, trouxe de volta à tona a discussão “o quê x o quanto” comer para acrescentar anos de vida saudável, que andava meio esquecida. E de forma um tanto polêmica. Os pesquisadores sugeriram que a dieta da fome intermitente (intermittent fasting, em inglês), na qual se alternam períodos de fartura e de privação alimentar, pode retardar a morte e o aparecimento de doenças.
    Aos olhos de médicos e nutricionistas convencionais, o regime, moda entre as celebridades de Hollywood, faz um mal danado à saúde - desregula os mecanismos da fome e pode levar a distúrbios alimentares. Mas, segundo os geneticistas de Harvard, os ganhos superam os riscos. Os participantes da pesquisa que se submeteram à dieta apresentaram diminuição do peso, da pressão arterial, das taxas de glicose e colesterol e do nível de inflamação celular. E mais: o regime aumentou a expressão do gene SIRT 3, que tem um papel importante na proteção celular e na longevidade.
    Os 24 homens e mulheres avaliados pelos pesquisadores consumiram 25% do total de calorias recomendadas em um dia e 175% desse total no outro, por dez semanas, No cardápio da “fome” , de aproximadamente 650 calorias, rosbife, batata cozida e suco de laranja, em uma única refeição. O menu “fartura”, com 4.450 calorias tinha bagel com cream cheese, sanduíche de peito de peru, macarrão com frango, iogurte, refrigerante, chocolate e sorvete de creme.
    Esta não é a primeira vez que a fome intermitente ganha as manchetes dos jornais científicos. No fim do ano passado, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos fizeram alarde ao divulgar um estudo sobre a eficácia do método para evitar a diabetes e o câncer.
    O paradoxo alimentar intriga os cientistas há um bom tempo. Para uma sobreviver, nosso organismo precisa de comida. No entanto, é a comida que nos mata, aos poucos. Para extrair a energia dos alimentos, o corpo produz substâncias oxidantes, os chamados radicais livres, que contribuem para o envelhecimento celular. Foi a partir desse entendimento que a restrição calórica despontou como a mais efetiva maneira encontrada até hoje de prolongar a vida.
    Desde 1930, é fato comprovado que a ingerir 30% menos calorias diminui o ritmo de envelhecimento. Funciona em todas as espécies já submetidas a experimentos nos últimos oito séculos - fungos, moscas, répteis, galinhas, cães e macacos, só para citar algumas. Tudo leva a crer que o Homo Sapiens não fuja à regra.
    Mas há dois problemas com a restrição calórica. O primeiro: são raras as pessoas com força de vontade suficiente para consumir, todos os dias, até o último suspiro, míseras mil e poucas calorias. O segundo: fora do laboratório, onde há um controle rígido das calorias e dos nutrientes oferecidos às cobaias, o comedimento alimentar não tem os mesmos efeitos.

    Por esses motivos, a dieta da fome intermitente, muito mais fácil de seguir, tende a ganhar mais adeptos e ainda mais atenção dos cientistas.

    http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/longevidade,comer-bem-ou-comer-pouco-eis-uma-questao-da-longevidade,1650281

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